ESPÉCIES ARBÓREAS PRODUTORAS DE MADEIRA (IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DE MADEIRAS COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO (2020))

Como falamos, estamos aproveitando esse espaço para divulgarmos mais sobre esse produto tão nobre e pouco conhecido para muitos.

Semanalmente colocaremos parte desse livro e texto que estamos pesquisando para melhor introduzir o nosso produto.

Este livro está disponível no site do Sindimasp e também disponível no www.iflorestal.sp.gov.br.

ESPÉCIES ARBÓREAS PRODUTORAS DE MADEIRA

Existem dois grandes grupos botânicos distintos de plantas produtoras de madeira que podem ser utilizadas comercialmente: as Gimnospermas e as Angiospermas (as que representam a maior parte dessas plantas).

As Gimnospermas do grego, gimnos = nu; esperma = semente) apresentam as sementes nuas, ou seja, não envolvidas pelo fruto. Geralmente, possuem folhas estreitas, finas, alongadas,  na  maioria das vezes aciculares, em feixes de 2 a 4 e pontiagudas, como em Pinus sp. (pinho), e, de outras formas, angustifoliado, acerosa etc., como em Araucaria, Podocarpus, CupressusCunninghamiaCryptomeria, etc. As Angiospermas ou Folhosas (do grego, angeos = bolsa; esperma = semente) possuem suas sementes envolvidas pelo fruto, daí o seu nome. As suas folhas têm formas e tamanhos variados, o que, na identificação, ajuda na diferenciação das espécies.

Figura 1. Araucaria angustifolia
Figura 2. Handroanthus sp.

As Gimnospermas são madeiras consideradas “macias”. O tronco das árvores  desse  grupo   geralmente   tem   a forma cônica, bem como as copas de algumas dessas plantas (daí o nome coníferas). Ocorrem mais comumente no Hemisfério Norte e apresentam pouca variedade de espécies, quando comparadas com as Angiospermas, o que, para a exploração comercial da madeira, torna-se menos complexo economicamente.

No  Brasil,   são   representadas   pelo pinheiro-do-paraná ou araucária (Araucaria angustifolia, Figura 1) e pelo pinho-bravo (Podocarpus spp.), ambos comercialmente   explorados.   Contudo,  a araucária entrou na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como criticamente ameaçada.

As Angiospermas, por outro lado, são madeiras geralmente mais “duras”. Elas predominam nas matas brasileiras, com cerca de 31.200 espécies de vegetais. Estudos recentes na Floresta Amazônica apontam para a existência aproximadamente 11.120 espécies arbóreas, que alcançam diâmetros maiores  que  10  cm  de  DAP   diâmetro   à altura do peito) quando atingem a maturidade reprodutiva, por exemplo: ipê (Handroanthus sp.; sin: Tabebuia sp.), jatobá (Hymenaea sp.), cedro (Cedrela sp.), mogno (Swietenia sp.), maçaranduba (Manilkara sp.), piquiá (Caryocar sp.), angico (Anadenanthera sp., Figura 2), cumaru (Dipteryx sp.), angelim (Hymenolobium sp.) etc.

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https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutoflorestal/2020/09/identificacao-macroscopica-de-madeiras-comerciais-do-estado-de-sao-paulo/

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